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Após a detecção do câncer e a retirada (parcial ou total) da mama, qual é a expectativa que o tumor não retone?

Ana Beatriz Falcone/ Fernanda Barbosa / Antônio Frasson

     A história natural do câncer de mama indica que o curso clínico da doença e a sobrevida (o tempo entre o início do diagnóstico até a ocorrência de algum evento) variam de acordo com as características próprias do tumor e da paciente. Esta variação é determinada por uma série complexa de fatores prognósticos, que são parâmetros possíveis de serem medidos e avaliados no momento do tratamento e que podem influenciar a evolução de uma doença, para melhor ou para pior.

     Alguns dos principais fatores prognósticos são: tamanho do tumor, tipo e grau histológico; número de linfonodos comprometidos/positivos – pequenas estruturas (gânglios) que agem como filtros para as substâncias que passam pelo sistema linfático; proliferação celular (velocidade na duplicação do tumor); expressão de receptores hormonais; e superexpressão do HER-2 (proteína existente na membrana de algumas células).

     O estado linfonodal é o fator prognóstico mais importante, e tem se mostrado repetidamente como o indicador mais relevante na avaliação da sobrevida livre da doença e sobrevida global.

     Os fatores prognósticos também são importantes para determinar o programa terapêutico a ser seguido e fazer uma previsão das chances de sucesso do tratamento. É importante, porém, salientar que uma estratégia terapêutica pode ter resultados diferentes para cada grupo de pessoas, o que torna necessário o conhecimento das particularidades de cada um desses grupos, ou mesmo indivíduos, para se estabelecer o melhor tratamento.

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